SÓCIO DA ART PRESSE LANÇA LIVRO DE ARTE SOBRE LENDA DO SURF

Hoje não abordarei assuntos relativos à área de comunicação, Relações Públicas ou Assessoria de Imprensa, que é onde eu me especializei. Falarei, com orgulho, do lançamento do livro “Dora In Pieces”, cujo autor é um dos sócios da Art Presse, Oswaldo Pepe.

Não se trata de um livro tradicional – é um luxuoso livro de arte, contem textos e dez gravuras assinadas e numeradas pela artista Julia Bax – sobre o surfista californiano Mike Dora, encadernado manualmente em couro, com capa ornamentada com 64 espelhos.

Pode ser encontrado na Loja do Bispo, da Pink Wainer (filha do grande empresário da comunicação Samuel Wainer, autor de “Minha Razão de Viver”) é comercializado por 4.000 Reais   “Dora In Pieces” foi lançado em uma edição princeps de oito exemplares em português e quatro em inglês.

Mike (ou Miki) Dora é uma lenda do surf. Filho de militar húngaro com uma americana, Miki cresceu e se apaixonou pelo surf no lugar certo e na hora certa, a Califórnia dos anos 60, que gerou o hollywoodiano filme “Gigi’, que espalhou a febre do surf por todo o mundo. Era capaz de fazer de tudo para levar uma vida de free surfer, inclusive trapacear e enrolar, tendo se tornado um ícone desta geração. Quem assistiu ao filme seminal de Bruce Brown, “Endeless Summer”(“Verão Sem Fim”), da década de 60, o verá por lá, ao lado de outros grandes nomes do surf californiano e hawaiano.

Pepe não fez um livro fácil, a começar pela capa, ornamentada com 64 espelhos cortados em poligonos irregulares mantendo a razão de 1.025 (densidade da água do mar) entre si e em relação ao retângulo que os enfeixa. Por que não fazer uma capa vendedora, com imagens de surf como os tradicionais? Pepe diz que o título resume bem o espírito do livro:  reúne apenas pedaços do ‘espelho’  onde cada surfista tem que se olhar e refletir sobre si mesmo através do que o Dora fez e representa.

Pepe leva ao extremo sua visão de um mundo polifórmico – e não dualista – ao chamar um especialista em cálculo as frações das quebras do espelho, como o Sinjin Denis Machado Yano, da Politécnica da USP – o surf, a vida?, é fractal.

Pepe diz que “no princípio, não gostou de Miki. Mas conforme minha cultura do esporte ía se expandindo percebi que não havia quem não o citasse, para o bem ou para o mal. Aos poucos fui percebendo como ele era representativo do ethos do surf, como seu comportamento resume o que é ser surfista, após a perda da ingenuidade, do anonimato, do paraíso perdido, quando o surf deixa de ser um esporte de desocupados de praia e passa a ser um negócio para milhões”

Miki Dora era um surfista baby boomer que experimentou uma época de praias vazias, festas toda noite, vida despreocupada em uma América rica e abundante. Viu seu mundo ruir quando a “sua” praia foi invadida por pessoas comuns – outros surfistas ou mesmo banhistas – em busca da aventura, da vida boa que filmes, revistas e jornais passaram a vender por todo país.

Sua reação de revolta, de recusa, de briga contra a mudança dos tempos e sua vida nestes novos mares, agora comerciais, com campeonatos, marcas de roupas, publicidade, filmes, livros, fotos etc. marca toda a cultura do esporte até os dias de hoje – e na figura dele esse comportamento rebelde se cristaliza e evidencia como em nenhum outro, fazendo-o o representante maior da cultura do surf hoje, não como aparece na mídia – glamorosa, paradisíaca, despreocupada -, mas como ela é dentro do mar, onde as disputas pela onda, pelo espaço e pelo patrocínio são ferozes e onde ninguém acaba vencedor senão quem tem as ações das companhias que exploram e mantém o circo de “festas, drogas, surf e rock and roll”. Ou seja, os surfistas, hoje, como nas palavras de Bob Cooper: “Nós todos nos prostituimos para permanecer na praia…”

No álbum, Pepe procura refletir sobre os fatos mais importantes que definem este personagem e por conseqüência o surf como ele é hoje. Por isso o nome em inglês, a língua de origem do esporte como conhecemos hoje (que foi criado e desenvolvido não no Havaí como muitos pensam, mas no sul da Califórnia nos anos 50 e 60).

Como escrever de maneira isenta sobre um sócio e amigo de 30 anos? Oswaldo Pepe tem uma longa ligação com o Surf, tendo participado, como assessor de comunicação (através de sua agência, a Art Presse) da estratégia de lançamento da Trip Editora em 1986, lançada pelo Paulo Lima e pelo Carlos Sarli (o Califa), com a ajuda de grandes talentos como o Angelo Palumbo, Fernando “Dandão” Costa Netto e outros. Após este trabalho foi convidado para desenvolver a estratégia de comunicação para o surf como Esporte, Cultura, Comportamento & Negócio, para a Revista Fluir (à época pertecente ao conglomerado da Editora Abril através da editora Azul), dirigida pelo Romeu Andreatta Filho e pelo Claudio Martins de Andrade, o Claudiones .

Paralelamente fez a assessoria de comunicação da primeira final do primeiro Campeonato Brasileiro de Surf Profissional, em 1987, o Town & Country, em Saquarema. Para este evento publicou e lançou o livro Anotações Para Uma História do Surf de Saquarema, escrito pelo veterano Otávio Pacheco.

Seguiram-se as assessorias das marcas de surfwear Plancton, The Philippines, Billabong e das feiras ‘Surf & Beach Show’ e ‘1ª Mostra de Arte e Cultura Surf’. Publicou vários artigos (em português e inglês) em revistas, sites e blogs no Brasil e no exterior e publicou um pequeno livro hors-commerce, em inglês (‘Clueless In Hawaii’) e agora deste album sobre o lendário surfista Mickey Dora.

 

Apaixonado pelo surf Oswaldo não sabia pegar onda até os 50 anos, quando resolveu realizar um sonho de juventude e aprender.  Apesar das imensas dificuldades conseguiu e hoje pega onda regularmente, tendo um gosto especial por mares grandes. Paralelamente à prática do Surf, montou uma coleção de livros e revistas sobre o esporte considerável, reuniu várias peças sobre o esporte – memorabilia – ao lado de uma coleção com 97 pranchas da época que considera mais impressionante na história do surf, quando os pranchões (longboards) deram lugar as pranchinhas (surfboards), os anos de 1965 a 1975.

Por Ricardo Braga

Art Presse, agência de Consultoria de Comunicação, Relações Públicas e Assessoria de Imprensa.

 

CUIDADO COM A LUIZA!

Parece um absurdo, mas não é.  Um pequeno vídeo ou um texto (algumas vezes, um boato) é exibido de maneira quase inconseqüente, ganha rapidamente os olhos e ouvidos das pessoas e, tal qual uma avalanche, despenca ruidosamente montanha digital abaixo levando consigo a atenção e a reputação de uma pessoa ou marca.

Profissionais de comunicação experientes – Assessores de Imprensa, Relações Públicas e consultores em geral – sabem o poder desta avalanche – chamada de “Meme” -, para o bem ou para o mal. Mas, e as empresas, estão preparadas para isso?

A revista Exame desta quinzena traz uma matéria intitulada “A ciência do meme”, de autoria de André Faust. O autor lembra que o termo “meme” foi criado pelo zoólogo inglês Richard Dawkins nos anos 70 para nominar o fenômeno da reprodução de idéias no âmbito cultural, tal qual genes que se reproduzem incessantemente., como se fossem vírus.

Em sua análise, Faust não abordou teorias da comunicação, tampouco um dos grandes gênios das Relações Públicas, o Edward L. Bernays, autor do livro “Propaganda”, de 1928. Bernays foi sobrinho de Sigmund Freud  e percebeu claramente o processo de manipulação da opinião pública por meio de uma série de procedimentos e técnicas, mas principalmente na capacidade de especialistas entenderem aquilo que as massas querem ou temem.

Infelizmente, este livro acabou nas mãos do alemão Joseph Goebbels, ministro da Propaganda do Hitler, que entendeu e adotou vários dos conselhos de Bernays como o poder de um porta-voz carismático, grandes eventos e simbologia, ao mesmo tempo em que inventava grandes inimigos externos.
Bernays, judeu, mudou o nome desta nova disciplina (Propaganda) para Relações Públicas, tendo sido um dos precursores, ao lado de Ivy Lee, que ficou famoso por administrar crises de comunicação para o John Rockefeller, um dos maiores empresários americanos do século XX.

O que eu quero dizer é que por trás de um “meme” ou de um boato, está o fato de que as crises não podem mais ser classificadas como sendo analógicas ou digitais: todas começam iguais, de maneira deliberada ou não, mas assumem proporções gigantescas e perigosas, pondo em risco o principal ativo de todas as corporações, que é a sua reputação.

Em um mundo em que todos são donos de uma pequena estação multimídia, móvel ou fixa, é evidente que o poder de transmissão destes vírus letais é multiplicado pela velocidade da luz, podendo encantar ou paralisar rapidamente todo um país. Não é, Dona Luiza?

Por Ricardo Braga, Art Presse

A Art Presse é uma Consultoria de Comunicação que presta uma série de serviços como Assessoria de Imprensa e Relações Públicas

VOCÊ É ENGAJADO?

VOCE E ENGAJADO VOCÊ É ENGAJADO?Na década de 70, um estudante imberbe só tinha duas opções: 1) estar engajado ou 2) ser um alienado. Eu, claro, não só me achava um engajado como era participante de carteirinha de todas as manifestações políticas contra a ditatura.

Engajado significava ter “consciência política” e atuar firmemente em Centros Acadêmicos (diferentemente dos “Diretórios Acadêmicos”, que eram cooptados pela ditatura, achávamos). Desprezávamos os alienados, que careciam de um sentimento de classe, não compartilhavam o ethos em que todos estávamos mergulhados e ansiosos pela redenção democrática. Continue Lendo

EU QUERO TER UM MILHÃO DE AMIGOS

EU QUERO TER UM MILHAO DE AMIGOS EU QUERO TER UM MILHÃO DE AMIGOSA publicação pelo jornal Meio&Mensagem da matéria “Por que entrar

no Facebook”, de autoria de Fernando Murad e Lena Castellón mostra claramente aquilo que eu venho há tempos falando: as redes sociais devem ser administradas pelos profissionais de comunicação.

Primeiro: as Redes Sociais são instrumentos de relacionamento entre usuários e têm um poder imenso para ameaçar a reputação das marcas. Devem ser, portanto, gerenciadas a partir de uma ótica de mídia “neutra” e devem evitar um enfoque publicitário. Como assim? Continue Lendo

ART PRESSE LANÇA NOVO SITE

A Art Presse, agência de Relações Públicas, Consultoria de Comunicação e Assessoria de Imprensa, lança esta semana um novo site.

O objetivo é tornar o site em um veículo de comunicação, integrado ao blog. “Acredito que as empresas não têm mais de manter um site estático, que geralmente apresenta uma espécie de perfil institucional e informações do tipo Quem Somos e o Que Fazemos. Creio que dados como esses se tornaram commodities, mercadorias sem diferenciação”, diz Ricardo Braga, diretor da Art Presse. Continue Lendo