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COLETIVA DE IMPRENSA … DEPOIS DO FERIADO?

Coletiva de imprensa é um evento organizado pelas agências de Relações Públicas e Assessoria de Imprensa (como a Art Presse) com o objetivo de reunir representantes de várias empresas para apresentar informações relevantes à imprensa.

Durantes estes eventos, os representantes, também chamados de “porta-vozes”, se postam frente aos jornalistas para discorrer e explicar sobre um determinado assunto. Por vezes, as apresentações são realizadas com o auxílio de vídeos e slides (cujo software Power Point, ou PPT, conectado a um sistema de computador e projetor, é o mais utilizado), seguidas de uma sessão de perguntas e respostas. Continue Lendo

AGORA É GUERRA!

Os jornalistas juram que não, mas – sim! – eles são grandes vendedores e utilizam, como ninguém, técnicas de marketing. Dos mais impolutos, tradicionais e sérios aos mais popularescos todos os veículos, sem exceção, se esforçam na apresentação de seus produtos.

As capas são as vitrines das publicações. As revistas produzem capas extremamente chamativas, continuam a venda no expediente e seguem em um esforço incessante de capturar a atenção do consumidor, ops, do “nobre” leitor. Não há jornalismo verdade, no aspecto cru do termo, forjado nos matizes incolores da realidade. O que se faz é o contrário: montagens impactantes e títulos fortes, quase palavras de ordem. Continue Lendo

Assessoria de imprensa: divagações sobre o caos

Por Ricardo Braga

Artigo originalmente publicado em 29/01/2010

Os profissionais de comunicação – especialistas em interação e no processamento das informações – deveriam também voltar-se ao estudo da física para entender os fenômenos que cercam a nossa atividade. Física, por definição, é ciência exata, a catalogação e estudo de evidências e fatos concretos que determinam o universo em que vivemos.

Comunicação opera com informação e interação e o que move, o que realiza este processo, é a energia.

Uma das definições que me chamam a atenção é o estudo das partículas. A eletricidade é um fenômeno que ocorre na interação entre o núcleo e o elétron. O estudo desta atividade gerou várias máquinas e inúmeros aplicativos, na medida em que passamos a dominar o uso do magnetismo, da geração, condução e aplicação da energia. A energia atômica ocorre na interação de forças contidas no núcleo das partículas. A partição deste núcleo de maneira controlada gera uma energia enorme que tem sido utilizada pelo homem como fonte de produção de energia.

Em todas as situações descritas acima há o fenômeno da interação entre as forças. Por que certos planetas – para ficarmos em outra área da física, a newtoniana, de campo gravitacional – e o universo mantêm-se em constante situação de atração e repulsão, em um movimento constante, infinito, evitando mesmo que o planeta Terra seja tragado por um planeta maior ou expelido por um meteoro?

A teoria do campo gravitacional aí está para mostrar que na partícula ou na imensidão, há uma troca intensa de energia e de interação de forças. Forças invisíveis que só podem ser comprovadas por abstrações e analogias, conforme aprendi na leitura de biografias e relatos de grandes físicos (cito aqui a bio do Einstein, um calhamaço delicioso que li com surpresa e certa frustração, dada a profundidade de conceitos que apenas ouvi falar – “Einstein, Sua Vida, Seu Universo”, de Walter Isaacson, Companhia das Letras).

Voltando ao universo microscópico, ao mundo invisível, oculto, lembro que as partículas são de certa forma agnósticas em relação à sua própria identidade. A partícula, enquanto partícula, nada é senão uma simples partícula, composta por todos os elementos conhecidos – núcleo, próton, elétron etc. –, sendo unicamente energia ou matéria em estado puro. O conjunto codificado de partículas é o que define matéria como a conhecemos.

Uma pedra, por exemplo: é um conjunto de partículas dispostas de tal maneira que lhe confere a particularidade física de uma pedra. Qual é a diferença entre uma pedra e uma pessoa, sendo que ambas são constituídas do mesmo nano elemento, a partícula?

Pois são estas duas particularidades – energia e informação – que são comuns a todos. A energia é formada pela interação entre os elementos que formam uma partícula e informação é o que determina se o conjunto de partículas será água, égua ou fogo.

Estadistas, políticos, grandes profissionais de comunicação ou mesmo pessoas bem resolvidas, “zen”, enxergam ou sentem esta vibração. Percebem que por trás do mundo aparente, sólido, há forças que interagem violentamente, ondas e movimentos de energia das quais é praticamente impossível intervir, em um determinado momento.

Interação não se trata apenas de perceber que por trás de cada pessoa há um tipo diferente de energia, atração e repulsa. Trata-se de entender um mundo invisível, fantasmagórico, de probabilidades, o caos de onde emergem grandes oportunidades de conhecimento e de atenção.

Muitas vezes tenho me deparado em minha vida de comunicador que por mais que faça tudo direito, exatamente como se deve fazer, há estas forças – e não apenas políticas, psicológicas, religiosas ou econômicas, que também são importantíssimas. Até na obtenção de clientes: é só trabalhar, posicionar-se e ver por detrás das aparências. Acreditem, eles aparecem, a sorte é um dos elementos do caos.

Antes deste insight não entendia porque pessoas admiráveis tenham uma relação tão estreita no entendimento e consideração – palavra que significa “em acordo com os astros, com o sideral” – dos números, dos planetas, determinando estratégias políticas e sociais – não é à toa que os sociólogos estudam tanto os movimentos religiosos e populares como o Carnaval.

Claro. As massas, ou a opinião pública, devem ser estudadas de maneira científica, tendo como base pesquisas objetivas, quantitativas e qualitativas, com metodologia e conceitos. Achei, no entanto, importante compartilhar aqui uma nova e adicional maneira de análise da comunicação, da informação, da interação, da vida – algo tão misterioso quanto o universo que nos é cedido por tão poucos e maravilhosos anos.

Assessoria de Imprensa: sorria, você está sendo monitorado!

Por Ricardo Braga (este post foi originalmente publicado em 23/06/2010, no blog “Doutor Spin”)


23/06/2010

Todo mundo viu. Quem não viu, explico. Final do jogo entre África do Sul e França, na primeira fase da Copa do Mundo de 2010. A partida ficou em 2 gols a um, África do Sul venceu.

Seu técnico, o brasileiro Carlos Alberto Parreira foi à área reservada do time francês e estendeu a mão ao técnico Raymond Domenech, um protocolo comum entre técnicos e jogadores. Domenech, ao ver quem o chamava, recusou-se a entregar a mão, a cumprimentá-lo. Parreira não se conformou e argumentou por uns 30 segundos para tentar entender a negativa. Domenech apenas meneava a cabeça e levantava o dedo indicador, balançava-o e fazia o sinal de negativo.

Inconformado, Parreira foi até o vestiário da França e ouviu de um dos assessores a informação de que Domenech não o perdoava por causa de uma declaração concedida por Parreira à imprensa meses atrás em que dizia que “a França não merecia ter se classificado para disputar a Copa do Mundo” (talvez por causa do gol de mão do atacante Thierry Henry). Parreira se fez de rogado e disse não ter se lembrado desta declaração.

Idem em relação ao técnico Dunga. Acusem-no ou não de que é turrão, mal humorado ou rancoroso o fato é que o técnico brasileiro é outro que não esquece das reportagens e comentários dos jornalistas esportivos – jornalistas que escrevem com o sangue quente do momento, imparcialidade mínima, com resultados previsíveis.

Como estes técnicos sabem de tudo, acompanham as reportagens? Os especialistas em comunicação utilizam-se de várias ferramentas para o monitoramento das notícias publicadas, sendo que a mais conhecida é o “clipping”. Do inglês, “to clip´”, recortar, trata-se de um serviço desenvolvido por empresas especializadas que contratam “leitores” (estudantes, aposentados etc.) que lêem todos os jornais e revistas impressas, recortam as matérias em que a empresa é mencionada, digitalizam as reportagens e as enviam aos seus clientes. Há também robôs (softwares) que identificam as palavras-chave das matérias impressas. São os leitores de OCR, mas que apresentam uma série de falhas. Aliás, este é um processo que apresenta vários erros, não sendo incomum que menções em matérias de veículos de grande repercussão passem despercebidas por ambos os leitores.

Para complicar veio a Internet. A digitalização dos meios – tudo agora é zero e um – tornou possível a distribuição de conteúdos através das redes, que fluem para todos os lados – rios e montanhas de informações em busca de mentes agudas. As novas plataformas e mídias sociais – como Facebook, Twitter, Orkut, sem falar em agregadores de conteúdo como o Google – amplificam os conceitos e preconceitos dos usuários, que querem e gostam de se manifestar, enquanto uma grande maioria silenciosa quer ouvir, ler (mais de 90% de todo o conteúdo do Twitter é gerado por menos de 10% de usuários, os “net” ativistas).

Estas informações são todas monitoradas. Nós mesmos aqui na Art Presse lançamos uma nova empresa – a 140 (www.centoequarenta.com.br) – que monitora as marcas e desenvolve estratégias de diálogo com os usuários ativos.

Lembro-me dos tempos da ditadura, nos anos 70, quando ouvia falar nas famosas “fichas” do DOPS, órgão de controle da ordem social e política. Este órgão monitorava cidadãos considerados subversivos pelo regime militar. O sistema era todo analógico, à base de maquina de escrever e fichas que continham os dados objetivos (nome, sobrenome, idade, naturalidade, altura, tez etc.) e subjetivos (“mencionou movimentos operários em artigo publicado no jornal Opinião”, “tem tendências esquerdistas” …).

O monitoramento na era da Internet pode ser caracterizado por dois aspectos importantes: 1) é contabilizado, tudo é quantificado e é 2) “rastreável” (coloco em aspas porque o meu processador de textos me informa que esta palavra é um neologismo).

Hoje qualquer gestor de marcas ou mesmo técnicos como Carlos Alberto Parreira tem de saber exatamente o que comunicam, pois tudo o que falam será registrado – em clipping, monitoramento ou um simples Google, entregues por ciosos assessores de comunicação. Caso contrário, terão de amargar negativas desagradáveis como as enfrentadas pelo brasileiro ao cumprir um protocolo tolo. Sorriam e sejam bem vindos ao admirável mundo novo do big brother digital.

Assessoria de Imprensa: Não Contrate ou Descontrate a sua – Post Scriptum

Observações sobre a comunicação corporativa (leia-se Relações Públicas e Assessoria de Imprensa) de empresas prestadoras de serviços jurídicos

Oswaldo Pepe (Art Presse, www.artpresse.com.br)

E os outros instrumentos, e os públicos-alvo, como estabelecer uma comunicação efetiva com eles ?

A primeira providência tem se revelado um obstáculo quase intransponível nos escritórios de advocacia: a criação e manutenção de uma listagem contendo nomes e endereços e outras informações básicas.

Esse é o primeiro passo para se comunicar: saber com quem!

A segunda, uma vez estabelecidos os públicos-alvo e identificados, verificar quais são os instrumentos mais adequados para atingi-los de acordo como que se quer comunicar. Para cada público há um veículo ideal: site, blogs, redes sociais, newsletters, eventos, publicações, mídia paga até meios insuspeitados à primeira vista, mas que têm potencial de comunicação expressivo, como a arquitetura do escritório, os quadros, os uniformes, a gravação de espera telefônica.

Conseguir que todos estes instrumentos sejam organizados em uma estratégia e operados no tempo é o óbvio – embora seja um desafio e tanto para as antigas bancas, hoje escritórios de advocacia que desejam se transformar nas lucrativas empresas prestadoras de serviços jurídicos.

Observação: Este artigo foi publicado originalmente no site Migalhas – www.migalhas.com.br