Por Ricardo Braga, Art Presse
O site O´Dwire´s (www.odwyerpr.com), especializado em negócios relacionados à Relações Públicas, informa que o editor-chefe do WikiLeaks, Julien Assange, chamou uma empresa de RP para para ajudá-lo a administrar a atual crise de comunicação (Assange é acusado de assédio sexual/estupro na Suécia).
O post é assinado por Greg Hazley que se baseou em matéria publicada pelo jornal Sydney Morning Herald (que o rotula como um “transparency activiste”) diz que a opinião pública está “dividida” em relação à suas ações (estupro) e aos vazamentos de documentos no WikiLeaks.
Segundo o site, Julien Assange chamou a empresa londrina Borkowski liderada por um RP conhecido no Reino Unido, Mark Borkowski. Em entrevista ao Sydney Morning Herald, Borkowski disse que começou a colaborar com Assange no dia 7 de janeiro, com um time de quatro profissionais, para atender à imprensa em relação ao inquérito que o editor chefe do WikiLeaks está respondendo.
Em seu twitter (http://twitter.com/#!/MarkBorkowski), Mark Borkowski postou (em resposta à pergunta se já havia assinado um contrato formal com Assange) que isso ainda era um “pouco prematuro”. Aliás, em outro post informa que tem recebido demandas de centenas de repórteres e advogados.
A propósito, recomendo a leitura de seu blog (www.markborgowski.com), onde se apresenta como um “publicist stuntster” (quem traduz melhor, “mestre na divulgação”?).
PS.: Ouvi hoje de um importante e reputado jornalista que Julien Assange caiu em uma armadilha montada por algum órgão de espionagem. Ou seja, foi seduzido por alguma (ou algumas) garota que no fim era espiã, quando a mesma teria forjado um ataque e o acusado de estupro ou assédio sexual. Teoria conspiratória? Quem sabe? O jogo é pesado de ambos os lados.